A pedido de muitas e boas famílias, escreverei.
O meu único problema quando escrevo é encontrar um tema. Mas eu acredito que sobrevalorizamos a necessidade de um tema. Afinal o que é um tema? Se eu escrever sobre o alarme do meu vizinho, será um tema? Penso que sim. Pode não ser um bom tema, mas não deixa de ser um tema. Acordar com pensamentos homicidas pode muito bem ser um tema. E se tivermos em conta os temas abordados diariamente nos telejornais, então, qualquer coisa pode ser um tema.
Se as pessoas consideram um certo tema relevante, será relevante para mim? Não obrigatoriamente.
Há quem diga que não se devem abordar certos temas. E certos temas, se forem abordados, não deve ser em tom gozo. A violação, por exemplo. Há quem diga que não se deve gozar com esse tema. Dizem que não tem graça. Eu pessoalmente, discordo. Acho que a violação como tema, pode ser muito engraçado. Quando alguém é violado, ou violada, não tem graça nenhuma. Mas podemos dar graça a esse mesmo tema. Basta para isso exercer um pouco de criatividade. Imagina o Poupas da Rua Sésamo a ser violado pelo Ferrão. Não tem graça? Eu acho hilariante.
A morte é mais um tema que a maioria das pessoas prefere não discutir. Também discordo! Poucos temas são tão engraçados como a morte. Mas se alguém conhecido morrer aí o tema deixa de ter graça. No entanto, sempre que dá a Casa dos Segredos eu imagino como seria se alguém incendiasse a casa com os concorrentes lá dentro. Imagino-os a fugir às chamas a trepar as paredes com o a roupa a arder, e sinceramente, a minha alma sorri.
Há tantos temas bons, mas não me parece que um tema por si só seja necessário. Reparem que este texto nem sequer consegue ter um tema de jeito. Mas não é por isso que deixa de ser um texto.
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